07 fevereiro 2009

Hoje eu acordei pensativo. Será que alguns finais não poderiam ser diferentes? O que teria sido do Fantasma da Ópera se a diva tivesse decidido ficar com ele?

Também não sei... Só sei que me deu vontade de questionar.
Também acordei pensando em outra trilha sonora...

What a happens now?
Don´t ask anymore

03 fevereiro 2009

Teoria do lápis branco



Todo mundo nasce portando uma caixa de lápis de cor.
Seja ela do tamanho que for: de seis...
Doze...
Vinte e quatro...
Trinta e seis.
Aquelas que montam e desmontam.
Que possuem todas as cores imagináveis.
Não interessa.
O importante é que todos nós nascemos donos de uma caixa de lápis de cor.
E mais importante ainda é que essas caixas sempre vão do branco ao preto.
Ao longo do tempo usamos essa caixa de várias formas. Aprendemos a dar cores aos momentos especiais.
Em dias nublados, podemos deixar nosso céu mais azul.
Na seca, folhas ganham cores diferentes.
Cada um usa o lápis como quiser.
Só quando ficamos mais velhos... e o nosso coração alcança o vermelho intenso... é que descobrimos a verdadeira utilidade da caixa de lápis de cor.
A caixa representa o amor.
E cada lápis uma oportunidade de amar.
E assim vamos do branco ao preto.
Por isso o primeiro amor é sempre o mais puro...
O mais gostoso.
Cheio de novidades.
Repleto de descobertas.
É para o primeiro amor que entregamos o primeiro lápis da caixa: o lápis branco.
É quando tudo parece que será eterno.
E para algumas pessoas é mesmo.
É quando nada é mais colorido do que amar quem recebeu de nossas mãos o primeiro lápis da caixa repleta de cores.
O branco é a mistura de todas as cores.
É a explosão máxima de todas elas.
Girando... enlouquecidamente...
Tão quentes que se misturam e se transformam numa paz celestial.
O lápis branco é o mais puro de todos os amores. É a primeira experiência de desprendimento. Do ato de entregar a alguém o que de mais precioso podemos possuir.
O lápis branco, assim como o primeiro amor, é o mais difícil de esquecer. Quando ele acaba é como se o mundo caísse em uma escuridão absoluta.
Sem luz,
sem cores,
sem vida.
Seco.
Nublado.
E tudo ao seu tempo...
Até que num belo dia, achamos no fundo da gaveta, a velha caixa de lápis coloridos. E para a nossa surpresa ainda recheada de outras opções de cores.
Do amarelinho ao vermelho intenso.
Do verde água ao roxo,
ao lilás,
ao musgo.
Azul claro, céu, turquesa...
O lápis branco não existe mais. Foi entregue a alguém especial. Mas ainda existem outras possibilidades...
Que a seu tempo irão colorir outras páginas...
Mais maduras...
É assim no mundo das cores.
Pense bem... Com quem está o seu lápis branco?
Quantos lápis você já entregou ao longo da vida?
E não se esqueça:
Uma grande obra de arte é fruto de uma grande inspiração...

02 fevereiro 2009

Sun, Green, Blues and Brown

Sábado fomos ao parque da Aclimação, em São Paulo. Minha primeira vez. É isso mesmo. Quatro anos nessa cidade e ainda tenho meus momentos de primeira vez.
O dia não poderia ser melhor.
Um sol de fazer inveja.
Um parque verde de fazer inveja.
Pessoas lindas de fazer inveja caminhando acompanhadas dos seus pets de fazer inveja.
Para fechar um show de Gary Brown.
Confesso: nunca arrepiei tanto na minha vida.
Aquela voz rouca,
aquele saxofone,
aquela guitarra.
Fiquei maravilhado. Aliás, ficamos maravilhados com aquilo tudo.
Resolvi dividir um pouco com vocês:

O primeiro vídeo é da apresentação no Parque da Aclimação.

O segundo é ele se apresentando num lugar chamado Bourbon Street.

Não tinha razão?
O próximo passo é comprar um CD ou DVD dele. Se alguém souber onde posso encontrar me avisem.

21 janeiro 2009

Fragmentos...

Era um rapaz negro, magro, lábios grossos, cabelo raspado. Ele vestia uma blusa vermelha. Furos espalhados na gola e nas mangas. Uma sacola de plástico na mão esquerda e um pequeno papel na direita.

“Eu peço a ajuda de vocês que estão aqui no metrô. Eu estou desempregado e tenho um filho pequeno para criar. Aceito qualquer tipo de ajuda. Dez centavos, cinqüenta centavos. Eu estou procurando emprego. Aqui está o meu currículo. Como não consigo estou aqui pedindo ajuda para criar o meu filho.”

Ao lado dele outro rapaz negro. Camisa preta, cabelos também raspados. Óculos de grau emolduravam o rosto redondo. Lábios finos. Olhos esticados. Era para ser uma imagem corriqueira. Comum nos trens e metrôs da paulicéia. Até que algo curioso aconteceu: Entre os dois uma conversa rápida. Sussurrada. Quase consumida pelo barulho dos trilhos. Um fragmento de duas vidas:

“Eu também estou desempregado. (Disse o rapaz de preto). Também estou à procura de emprego. Você não acha que um vagão de metrô é o ultimo lugar para conseguir um emprego? Eu também estou na mesma situação que você”.

Segurando o currículo, a sacola de plástico e dez centavos que ganhou de uma passageira o rapaz ouviu atentamente o comentário. E saiu:

“Eu peço a ajuda de vocês que estão aqui no metrô. Eu estou desempregado e tenho um filho pequeno para criar. Aceito qualquer tipo de ajuda. Dez centavos, cinqüenta centavos. Eu estou procurando emprego. Aqui está o meu currículo. Como não consigo estou aqui pedindo ajuda para criar o meu filho.”

20 janeiro 2009

A Casa da Luz Vermelha...



Comprei um abajur.
De plástico.
Vermelho.
Dentro dele... uma pequena lâmpada.
Delicada. Em forma de vela.
Um dia depois da compra fiz a inauguração solene.
O abajur aceso.
Cerveja gelada.
Incenso de canela.
E música de boa qualidade.
Luz vermelha e canela... A combinação perfeita.
Fiz um passeio pelos meus caminhos.
A casa barulhenta ganhou uma nova cor.
Um cheiro diferente...
e um morador que vai mudando aos poucos.
Estou chegando agora em casa.
Lentamente nos descobrindo.
Tempo... Nada mais que o tempo.

06 janeiro 2009

Feliz Ano Novo

Não é que me falte inspiração.
É que ultimamente tudo tem falado tanto de mim.
As palavras ganharam um poder cortante.
Rasgam minha vida em verdades constrangedoras.
Não é que me falte inspiração.
Me falta força para controlar os pensamentos.
Que insistem em falar tanto de mim.
Descaradamente.