20 janeiro 2010
13 janeiro 2010
Teoria do Vaso de Cristal.

Só existem dois vasos de cristal no mundo. Não existem mais exemplares.
São raros.
Transparentes e perfeitos.
Em algumas ocasiões o primeiro vaso se quebra.
Por acidente. Por descuido.
Por bobagem. Por ódio.
Raiva ou desespero.
Fica partido em milhões de pedaços.
Miúdos.
No chão a espera de serem recolhidos.
Quase sempre não são recolhidos. Passam o resto da vida espalhados no chão.
Cacos espalhados no chão.
Cortam pessoas que nada têm a ver com a história.
Correm para debaixo do tapete.
Viram farpas.
Infeccionam entre os dedos.
Até o corpo expulsá-los naturalmente.
Um belo dia você acorda - e isso não acontece na vida de todos - apenas na vida de alguns.
Porque fizeram por merecer.
Ou porque não fizeram nada.
Ou porque precisavam de alguma coisa.
Simplesmente acontece.

E o vaso está lá. De volta sobre a mesa.
Lindo.
Limpo.
Mais transparente do que nunca.
Parece inacreditável. E é inacreditável.
Você chora de alegria. De esperança.
E aí se dá conta que ele não é o original. Não é o primeiro vaso.
E sim, a sua segunda versão. Aquela última versão.
A única. Depois dele não haverá mais vasos como este sobre a mesa.
Você vai ficar paralisado.
Por um instante o desespero vai tomar conta de você.
O medo irá tomar conta do seu corpo.
O que fazer para que um objeto tão importante não se quebre novamente?
Se guardar ele poderá quebrar.
Se deixar exposto ele poderá quebrar.
E ele não pode quebrar. Não haverá mais chances. Essa é a única oportunidade.
Provavelmente você irá perder boas noites de sono. Apenas pensando em como proteger o vaso das intempéries do mundo. Das suas intempéries.
E provavelmente vai descobrir que não há saída.
O vaso continuará sobre a mesa. Sendo admirado por todos e por tudo. Correndo os mesmos riscos. A solução não está em escondê-lo do mundo. Em imortalizá-lo numa redoma de vidro. Lembre-se: por mais parecido que possa ser... este é outro vaso.
E você não tem controle sobre a sua resistência. Assim como não tinha sobre sua primeira versão. Você vai perceber, com o tempo, que a única coisa a fazer é admirá-lo. Agradecer ao universo pela oportunidade de ter algo tão bonito mais uma vez.
E aos poucos descobrir os seus limites.
O seu...
O do vaso...
A distância da mesa...
Quantas cadeiras cabem ao seu redor.
Que tipo de flores colocar.
Se é que este é um vaso para flores.
12 janeiro 2010
Fragmentos de frango à passarinho
NA CHUVA...
NUM BAR...
NA AVENIDA PAULISTA...
QUE RUA É ESSA MESMO?
Sentados à mesa de um bar. Cerveja gelada. Fim de semana de folga. A conversa rola solta. Mais um copo e aí é inevitável. Todos se transformam em filósofos de plantão. Platões de folga do plantão. E não é que a gente resolveu anotar algumas dessas preciosidades! Todos os dados foram produzidos por mim com o apoio incondicional da Tereza Belezura.
Já vou dizendo que não entrarei em detalhes. Não haverá explicações sobre os escritos. A idéia é deixar vocês pensarem sobre...
Devaneiem meus amigos.
Devaneiem.
Com ou sem uma cerveja.
Idéias sempre vão e vem.
Então vamos lá:
Teoria 01
O PODER DA ESCOVA DE DENTES.
Uma (01) pode destruir uma relação, definitivamente. Quando de uma (01)... passa a ser duas. E, pior, quando entre duas (02) aparece uma terceira. Mais branca, mais macia e com aquelas malditas cerdas ajustáveis. Definitivamente uma escova de dentes pode destruir uma relação. Quando a boca se cala. E de lá de dentro não sai mais nada. Absolutamente nada. Nem som, nem cheiro, nem bafo. Uma escova pode ter o poder de uma espada de Jedi. Fere. Separa. Limpa o lado negro da força. O lado negro da boca.
Teoria 02
A pergunta era: PORQUE CONVERSAMOS TANTO QUANDO CONHECEMOS ALGUÉM NOVO? E DEPOIS, COM O PASSAR DO TEMPO, OS ASSUNTOS DIMINUEM?
A reposta foi: A CONVERSA VEM ANTES DA CONVIVÊNCIA. ALGUMAS PESSOAS SEDUZEM COM O PEITO. OUTRAS COM O PODER DA LÍNGUA.
Teoria 03
Nem sempre você precisa estar por cima para fazer uma pessoa feliz. Você pode estar por baixo.
Teoria 04
A CABANINHA DE FRITZ
Um lugar mágico. Alguma coisa do subconsciente. Você acha que as coisas vão ser do jeito que a gente acha. Mas isso acontece só dentro da cabaninha de Fritz. Fora, a paulada come, meu! Aí que você tem que por o pau na mesa.
Se quiserem podem deixar as suas teorias nos depoimentos.
E não se esqueçam de levar caneta e papel para a mesa do bar.
Vou continuar anotando pérolas de nossas conversas para dividir com vocês. Que, provavelmente serão as pessoas que vão produzir as pérolas...
Até a próxima... (rodada)
09 janeiro 2010
Homenagem ao perdão.
Agora entendo que a dor nem sempre é necessária para perdoar.
O perdão precisa de um pouco de paz.
Ele só acontece quando a gente está em paz.
E quando isso acontece, o perdão chega e toma o seu lugar.
E a vida segue o seu caminho.
Sem longas discussões. Porque o perdão pede frases curtas. O perdão é objetivo.
Claro demais para se deixar levar por elucubrações.
Perdoar é simples.
Mas precisa de tempo.
“Só não demore quanto ao tempo pra chegar.”
O perdão é a chave para uma nova caminhada.
Iguais a tantas outras. Mas leve porque estamos em paz.
06 janeiro 2010
MÚSICA DE ANO NOVO
A Place to Remind
Rodrigo Del Arc
(Composição: Rodrigo Del Arc / Nick Gutierrez / Edu Maranhão)
We are a new ideia, we are a brand new start,
We are a billion people, our heart beat as one
We are the ones that caused it, We are the ones that cry
We are a drink of water, the holy drink of wine
We are the ones that did it, we are the ones we blame
We are the ones we've given, we are the ones we take.
We are the ones we wanted, we are the ones we've lost,
We are the ones we like, we are the ones we don't
Open your eyes face to the sky
You might just find a place to remind
You that
We are the newest vision, we are a brand new start
We are the deepest secret lost in mysterious heart
We are a single phrase, we are that same old song,
We are what we fight for, if we are right or wrong.
We are under the sun, we shine inside the light
We are the darkest night, the quietness of the stars,
We are our own deception, we are what we believe,
We are the one who's thinking, we are what we want
Open your eyes face to the sky
You might just find a place to remind
There's something inside you,
The same thing inside me
In silence i cry, the world is one.
We are a new ideia, we are a brand new start
We are a billion people, tomorrow is up to us
We are the new inventions, we are the air we breathe,
We are what we think, we are who we want
We are a single voice, we are in everyone
We are famous dreamers, we are unknow stars
We are our own free will, we are our only choice,
We are the ones we like, We are the ones we like...
We shine inside the light...
21 dezembro 2009
Fim de semana na caverna...
As mudanças climáticas chegaram à minha casa e me trouxeram de presente um resfriado. Daqueles que o corpo fica mole o nariz parece mais um chafariz. A garganta fica irritada e o peito chiando.
Meu fim de semana praticamente se resumiu em abraçar o travesseiro, consumir lenços e lenços de papel, aprender a tomar chá de hortelã e dormir...
Aí eu passei vick vaporub e melhorei...
E não é que no domingo à tarde cheguei a conclusão de que foi um ótimo fim de semana.
Meu corpo mais uma vez, me deu uma lição. Era hora de parar um pouco. Limpar a casa e curtir o meu espaço. Levantei, tomei um banho quente e fiz um belo almoço de domingo. Taça de vinho branco. Pasta com molho de cogumelos e um pouco de samba. Depois de tudo o sofá foi testemunha da minha preguiça. O dia estava lindo. Mas a minha casa estava mais linda ainda.
Foi uma delícia.
17 dezembro 2009
O SEGREDO DE NÁ OZZETTI
Terça-feira foi dia de amigo secreto entre os colegas "do serviço". Nunca fui muito de amigo secreto. Me lembrava uma fase ruim da infância. Sem muito dinheiro, o presente de amigo secreto - quando eu participava do amigo secreto - era sempre algo que eu não queria dar de presente. Era o que o dinheiro dava para dar de presente. Com o tempo acabei deixando esse "regalo" de fim de ano de lado. E as lembranças ficaram guardadas com ele. Este ano um sapatinho de papai Noel recheado de nominhos misteriosos apareceu na minha frente. Foi um ato quase sem pensar. Sorteei minha sorte de participar desse misterioso evento.
Tivemos pouco tempo para descobrir os desejos secretos do amigo misterioso. Decidi optar pela intuição. Afinal, queria deixar minha secreta amiga bem feliz. Não percebi e quando vi deixei para comprar o presente na última hora. Mas foi bem escolhido.
Banho tomado, roupa limpa... Barba aparada, sacola nas mãos. Estava pronto para o evento. Muito barulho. Muita gente. E a euforia de descobrir os segredos dos secretos amigos. Um a um eles foram se revelando. Entre gritos e papéis de presente eles iam se revelando. E um pouco dos seus mistérios também. Minha vez chegou... Revelei e como sempre fui revelado. Fui amigo, mas me mantive secreto. Muito barulho para revelar todos os mistérios daquela noite.
Fui surpreendido por um presente especialmente preparado para mim. Daquele que só os criativos conseguem elaborar. Um mimo delicioso.
Voltei pra casa com uma caixa de presente contendo doze latinhas de Bohemia e um CD da Ná Ozzetti. As latinhas estão na geladeira. O Cd não sai do aparelho de som... E meus segredos se acalmaram depois do amigo secreto deste 2009.
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